Venho por este meio denunciar várias situações de maus-tratos e péssimas condições estruturais no Estabelecimento Prisional de Lisboa, o que será uma violação às leis e direitos humanos, em plena comunidade europeia e em pleno séc. XXI?
A lei da Guarda Prisional
Um silêncio ensurdecedor rodeia o fim da greve dos guardas do Estabelecimento Prisional do Linhó. A ausência de posicionamento por parte de entidades de defesa dos direitos dos reclusos e dos direitos humanos é a que mais se nota, mas o assunto concerne-nos a todos.

10 dias de greve, só saímos 1 hora de manha e outra á tarde. 24 e 25 de Dezembro com greves sem visitas, sem lavandaria, sem entrada de comida, nem roupa. Isto é um sem viver. Maltrato psicológico. Vamos ao refeitório em fila indiana e ainda com o comer na boca nos manda para a cela, asfixiamos (?).

A prisão criou-nos.
Original english version below
O nosso trauma só é tão palpável quando o conseguimos comparar com o dos nossos contemporâneos. Quando estamos rodeados de sofrimento, a nossa relação com ele muda e o nosso limiar para a dor aprofunda-se. A submissão à autoridade, obtida pelo medo, sempre esteve na linha da frente desta guerra espiritual, onde a principal munição é a delegação da vontade imposta pela autoridade.
No passado dia 21 de maio de 2025, um jovem de 25 anos foi encontrado enforcado na sua cela no Estabelecimento Prisional do Linhó. Duas mortes em dois meses ocorridas durante o período da greve de guardas prisionais. Como tantas vezes acontece nestes períodos, aumentam as mortes, a violência e a tortura sobre as pessoas presas.
Antes de mais gostaríamos de demonstrar toda a nossa solidariedade e apoio com familiares e amigos dos dois jovens mortos na prisão em Linhó nos últimos dois meses.
Não esqueceremos. Não nos calaremos.
Nem mais uma morte na prisão!
