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A 15 de setembro de 2021, duas mães recebiam a notícia que os seus filhos tinham falecido no Estabelecimento Prisional de Lisboa. Três anos depois, ainda não sabem o que aconteceu a Danijoy Pontes (23) e Daniel Rodrigues (37), sendo que a única resposta que receberam por parte das instituições que tutelavam as suas vidas foi que ambos morreram de causas naturais. Ninguém morre de causas naturais dentro de uma prisão. Locais infames onde homens e mulheres são vítimas de violências quotidianas da parte de guardas, educadorxs, enfermeiras e psiquiatras, com total arbitrariedade e impunidade. A isto acresce o sofrimento de familiares e amigos que desde fora sentem a impotência ao tentar ajudar os seus, legitimada por um sistema desenhado e gerido por sádicos e torturadores. Desde então, Alice Santos e Luísa Santos não pararam de exigir justiça para os seus filhos, e que a sua memória não se apague nunca. Assim este ano juntamo-nos à manifestação de apoio a Cláudia Simões, mulher negra que resistiu e sobreviveu à violência de um agente a soldo do estado português mas que acabou condenada pelos representantes de uma justiça racista e classista por, em legítima defesa, morder o seu verdugo, o qual foi absolvido de todas as agressões que lhe infligiu.
No sábado, dia 14 de setembro, encontramo-nos às 16h em frente ao EPL, para gritar bem alto que resistiremos com os dentes afiados a todas as tentativas de silenciamento dos/as mortos/as nas prisões e das vítimas de violência policial!